29 fevereiro 2016

Acolha seus obsessores com muito amor

"O afeto e gentileza são como a camada de ozônio da alma, que a protege contra os raios destrutivos da insensatez alheia."

Se os encostos (obsessores) ou espíritos das trevas estão, de alguma forma, atraídos para a vida dos meus fios, então, tudo isso está obedecendo a uma lei maior, que é o encontro das necessidade com o merecimento. Há laços, leis e contextos regendo essa proximidade, que nem sempre pode ou deve ser rompida imediatamente.
Toda vez que há uma sintonia e uma espírito se aproxima para prejudicar ou tornar a vida de meus fios mais tormentosa, chamamos isso de pressão, ou seja, a força que vem de fora para dentro da vida mental.
E toda vez que os fios cedem à pressão e escolhem sentir e viver do mesmo jeito que a entidade propôs, então se estabelece a obsessão, com uma força de dentro para fora da vida mental.
Pressão todos vamos sentir nessa Terra de Deus. Já obsessão, depende. Depende da escolha, da postura, do interesse e da intenção dos fios.
Querer afastar a entidade pela prece é atraí-la para mais perto. É por isso que muita gente não se sente bem depois de uma oração mal orientada. O obsessor que mora na mente com vosmecês não pode ser expulso; ele tem que ser amado, tem que ser acolhido.
O desejo de ficar livre de sua atuação com asco e rejeição só atrai ainda mais. Quem ora para ir embora amarra. Quem acolhe com amor liberta.
Quem rejeita seus obsessores como se nenhuma responsabilidade tivesse para com eles está desprezando os frutos da própria plantação e querendo ignorar a colheita a que todos seremos submetidos diante das leis sábias e justas da vida.
Então, vamos fazer a prece adequada para que os fios entendam bem o que nego quer dizer.

"Pai de bondade. Estou me sentindo pesado.
Sinto que além das minhas deficiências, ainda estou atraindo a dor e a doença de outros corações.
Então, Senhor, já que estou como enfermo carregando vários outros, venho te pedir por todos nós.
Vós que sois o Médico Divino no trato das nossas enfermidades, escuta nosso clamor.
Quero esquecer a minha dor e a minha necessidade por um minuto que seja e acolher, com todo amor que tenho, essas almas que, por alguma razão justa e necessária, encontram-se juntas comigo.
Banha-nos a todos na sua energia de paz.
Eu penso nesse instante como se cada um de nós estivesse em vários leitos e de mais dadas, suplicando Seu bendito amor e bondade.
Senhor, tem piedade de nós! Se estamos juntos na condição de mendigos do Teu amparo.
Eu os acolho com afeto e suplico Teu colo para todos nós.
Assim seja."

Capítulo 09 do livro "Fala Preto Velho - Wanderley Oliveira"  PAI JOÃO DE ARUANDA

14 janeiro 2016

10 Regras para o Ser Humano - Twyla Nitsch


I - Você receberá um corpo. Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante essa rodada.
II - Você está matriculado numa escola informal, de período integral, chamada vida. A cada dia, nessa escola, você terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar das lições ou considerá-las irrelevantes ou estúpidas.
III - Não existem erros, apenas lições. O crescimento é um processo de tentativa e erro: experimentação. As experiências que não dão certo fazem parte do processo, assim como as bem sucedidas.
IV - Cada lição será repetida até que seja aprendida. Cada lição será apresentada a você de diversas maneiras, até que a tenha compreendido. Quando isso ocorrer, você poderá passar para a seguinte. O aprendizado nunca termina.
V - Não existe nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender.
VI - "Lá" não é melhor do que "aqui". Quando o seu "lá" se tornar em "aqui", você simplesmente entenderá que o melhor é viver o "aqui e o agora".
VII - Os outros são apenas seus espelhos. Você não pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama ou detesta em si mesmo.
VIII - O que fizer de sua vida é responsabilidade sua. Você tem todos os recursos de que necessita. O que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua.
IX - As respostas estão dentro de você. Tudo o que tem a fazer é meditar, analisar, ouvir e acreditar.
X - Você se esquecerá de tudo isto!

(por Twyla Nitsch - Anciã da Tribo Seneca, fundadora e líder do Clã dos Lobos)


08 janeiro 2016

Os superiores e os inferiores - ESE

A autoridade, tanto quanto a riqueza, é uma delegação de que terá de prestar contas aquele que se ache dela investido. Não julgueis que lhe seja ela conferida para lhe proporcionar o vão prazer de mandar; nem, conforme o supõe a maioria dos potentados da Terra, como um direito, uma propriedade. Deus, aliás, lhes prova constantemente que não é nem uma nem outra coisa, pois que deles a retira quando lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente às suas personalidades, seria inalienável. A ninguém cabe dizer que uma coisa lhe pertence, quando lhe pode ser tirada sem seu consentimento. Deus confere a autoridade a título de missão, ou de prova, quando o entende, e a retira quando julga conveniente.
Quem quer que seja depositário de autoridade, seja qual for a sua extensão, desde a do senhor sobre o seu servo, até a do soberano sobre o seu povo, não deve olvidar que tem almas a seu cargo; que responderá pela boa ou má diretriz que dê aos seus subordinados e que sobre ele recairão as faltas que estes cometam, os vícios a que sejam arrastados em consequência dessa diretriz ou dos maus exemplos, do mesmo modo que colherá os frutos da solicitude que empregar para os conduzir ao bem. Todo homem tem na Terra uma missão, grande ou pequena; qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem; falseá-la em seu princípio é, pois, falir ao seu desempenho.
Assim como pergunta ao rico: “Que fizeste da riqueza que nas tuas mãos devera ser um manancial a espalhar a fecundidade ao teu derredor”, também Deus inquirirá daquele que disponha de alguma autoridade: “Que uso fizeste dessa autoridade? Que males evitaste? Que progresso facultaste? Se te dei subordinados, não foi para que os fizesses escravos da tua vontade, nem instrumentos dóceis aos teus caprichos ou à tua cupidez; fiz-te forte e confiei-te os que eram fracos, para que os amparasses e ajudasses a subir ao meu seio.”
O superior, que se ache compenetrado das palavras do Cristo, a nenhum despreza dos que lhe estejam submetidos, porque sabe que as distinções sociais não prevalecem às vistas de Deus. Ensina-lhe o Espiritismo que, se eles hoje lhe obedecem, talvez já lhe tenham dado ordens, ou poderão dar-lhas mais tarde, e que ele então será tratado conforme os haja tratado, quando sobre eles exercia autoridade.
Se o superior tem deveres a cumprir, o inferior, de seu lado, também os tem e não menos sagrados. Se for espírita, sua consciência ainda mais imperiosamente lhe dirá que não pode considerar-se dispensado de c ­ umpri-los, nem mesmo quando o seu chefe deixe de dar cumprimento aos que lhe correm, porquanto sabe muito bem não ser lícito retribuir o mal com o mal e que as faltas de uns não justificam as de outrem. Se a sua posição lhe acarreta sofrimentos, reconhecerá que sem dúvida os mereceu, porque, provavelmente, abusou outrora da autoridade que tinha, cabendo-lhe, portanto, experimentar a seu turno o que fizera sofressem os outros. Se se vê forçado a suportar essa posição, por não encontrar outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se, como constituindo isso uma prova para a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença lhe orienta a conduta e o induz a proceder como quereria que seus subordinados procedessem para com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo, mais escrupuloso se mostra no cumprimento de suas obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe está determinado redunda em prejuízo para aquele que o remunera e a quem deve ele o seu tempo e os seus esforços. Numa palavra: solicita-o o sentimento do dever, oriundo da sua fé, e a certeza de que todo afastamento do caminho reto implica uma dívida que, cedo ou tarde, terá de pagar.
François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)


30 dezembro 2015

Mude o foco da sua atenção - Osho

" Atualmente, os biólogos afirmam que uma criança crescerá mais se for amada porque, através do amor, ela recebe maior atenção. Até mesmo uma planta crescerá mais se o jardineiro lhe der atenção. Se ela for negligenciada, mesmo se tudo o mais for dada a ela - o solo certo, fertilizantes, chuva, luz do Sol, se tudo lhe for dado, exceto atenção consciente - ela levará muito tempo para crescer. Isso é atualmente um fato científico: observado e considerado verdadeiro. Se você amar a planta e lhe der bastante atenção, se conversar com ela, se lhe disser, às vezes: “Eu amo você”, ela crescerá mais depressa. A atenção é uma vitamina.
A coisa mais vital na existência é a atenção. Se ninguém o ama, você começa a murchar. Se ninguém presta atenção em você, a morte se estabelece. Você quer morrer. Se alguém lhe dá atenção, você revive novamente. Atenção é vida, é o “élan” vital.
Se ninguém o amar, você se suicidará, porque não é capaz de amar a si próprio. Se você for capaz de amar a si próprio, se fosse capaz de dar atenção a si próprio, não necessitaria da atenção de ninguém mais. Um Buda pode viver sozinho nesta terra. Você não pode. Se ficar sozinho, suicidar-se-á imediatamente. Você dirá: “Qual é o sentido? Por que devo viver? Quem me amará? A quem amarei?”
A mesma lei se aplica também interiormente, psicologicamente. Se você dá muita atenção ao sofrimento, ajuda-o a crescer. Se dá muita atenção à felicidade, ajuda-a a crescer. Não seja o seu próprio inimigo. Se você se encontra imerso em sofrimento é porque tem dado muita atenção às coisas erradas. Mude o foco da sua atenção. Mesmo se você possui somente uma única lembrança de um instante bem-aventurado, é o suficiente. Dê-lhe atenção e ele crescerá. A semente crescerá e se tornará uma grande árvore. Então você poderá descansar à sua sombra, poderá dançar à sua sombra. Poderá relaxar debaixo dela.

Osho

Pai Nosso - (03 traduções do Aramaico)

Pai, sopro que emana a vida.
Aquele que enche o mundo de luz e som.
Que a vossa luz nos ilumine e mostre o caminho sagrado.
Vosso reino celestial se aproxima.
Seja feita a vossa vontade em nossos atos, no Céu e na Terra.
Dai-nos sabedoria para as nossas necessidades de cada dia, afrouxai as amarras que nos prendem, e livrai-nos da culpa alheia.
Não deixai-vos cair em tentação.
Nos libertai do que nos afasta da verdadeira razão.
De Vós vem toda a força que nos move, a música que nos glorifica e nos renova a todo tempo.
Amém! “

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Ó Força Procriadora!
Pai-Mãe dos Cosmos, focaliza Tua Luz dentro de nós, tornando-a útil.
Crie Teu reino de Unidade, agora!
Que Teu desejo Uno atue em conjunto com o nosso, assim como em toda luz e em todas as formas.
Dá-nos todos os dias o que necessitamos em pão e entendimento.
Desfaz os laços dos enganos que nos prendem, assim como nós soltamos as amarras com que aprisionamos os enganos dos nossos irmãos.
Libera-nos das ilusões que as coisas superficiais têm. Liberta-nos de tudo o que nos detém.
De ti nasce toda vontade reinante, a canção, o poder e a força viva da ação que se renova de idade em idade e a tudo embeleza.
Possam a tua verdade poder e canção ser o solo fecundo de onde vêm todas as nossas ações.
Que assim seja. “

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"Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho, Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento...
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Que Assim seja!"

29 dezembro 2015

Perdas - Pai João de Aruanda


Grandes perdas às vezes significam grandes decepções.
Mas como perdemos aquilo que não é nosso? Meus filhos julgam, às vezes, que perderam um ente querido pela morte. Mas essa visão é errada. Solte o seu parente que você julga morto. Aprenda a libertar a sua alma e deixar que ele voe nas alturas de sua própria vida.
Muitos dos filhos acham que reter significa possuir. Engano. Na vida, o que possuímos de verdade é aquilo que doamos. Se você desejar reter as almas queridas, através de suas emoções e sentimentos desequilibrados, você se transforma aos poucos em pedra de tropeço para aqueles que você diz amar.
Amor não é posse. Amar é doar, é libertar, é permitir que o outro tenha a oportunidade de escolher e trilhar o caminho que lhe é próprio. Amar é permanecer amando, mesmo sabendo que os caminhos escolhidos são diferentes do nosso.

Extraído do Livro "Sabedoria de Preto Velho

18 dezembro 2015

Prece para ti mesmo - Lancelim


Deus!... Sou eu que Te falo! Eu me proponho a ler este livro, já sabendo que ele trata de assuntos altamente incômodos à minha personalidade. Pelo sumário e pelo título, nota-se o quanto temos de nos esforçar como médicos de nós mesmos, fazendo diariamente a nossa cirurgia mental, de modo que ela restabeleça o equilíbrio espiritual em nosso coração, juntamente com os sentimentos.
Conheço as minhas falhas, sei que os meus pés têm pisado em terreno que não é próprio aos pés de um verdadeiro discípulo de Jesus. No entanto, estou disposto a mudar de direção, para fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de servir que começam a nascer em meu íntimo.
Quero confiar em Teu amor... Ajuda-me!
Quero sentir a Tua presença na minha vida... Ajuda-me!
Quero facilitar o livre trânsito do amor no meu mundo interno... Ajuda-me!
Divino Senhor! Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os defeitos alheios. Não permitas que a minha boca sirva de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência.
Deus de eterna bondade! O Teu amor conforta-me o coração! Eu Te peço que me ajudes a melhorar, porque somente Tu sabes das minhas enfermidades morais. Estou disposto a operar-me no mesmo hospital em que vivo diariamente, onde o maior enfermo sou eu. Mas quero que me ajudes em tal disposição, para fechar os olhos aos erros de quem anda comigo no mesmo caminho, para ver com clareza o que tenho de pior, para que o bisturi da boa vontade trabalhe em mim sem o impedimento da vaidade e do amor próprio.
Ajuda-me a ajudar!
Senhor, eu Te peço para me lembrares, ao ler páginas de autoeducação, do que tem de ser corrigido em meus caminhos, agradecendo aos outros pelos exemplos que me ofertam no silêncio da própria vida.
Lembra-me, meu Deus, para que eu não imponha as minhas ideias nos corações dos que me cercam e vivem comigo.
Lembra-me, Senhor, para que eu adquira a obediência e a autoeducação.
E quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportunidade.
Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige. Porém, na hora em que o bem-estar invade o meu coração, pela Tua misericórdia, eu faço tudo isso, pelo prazer de diminuir o próximo, exaltando-me naquilo que não possuo. Quero Te pedir para me ajudar a combater o egoísmo que veste, dentro de mim, variadas roupas, disfarçando-se em modalidades diversas para que eu me engane a mim mesmo, deixando imperar o orgulho.
Ajuda-me, Senhor, a ajudar a mim mesmo, na escala em que permaneço, sem ofender os outros e sem diminuir a quem quer que seja.
Abençoa-me, e a todos, mostrando-me o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo.


17 dezembro 2015

Umbanda, Luz Divina, constante e ininterrupta evolução!


A umbanda dá oportunidade a todos para auxiliarem na caridade e também para evoluírem, assim como permite que todas as raças, indistintamente, labutem em seus templos, seguindo um compromisso recíproco que refulge sobre as frontes movidas pelo sentimento amoroso de amparo ao próximo. A umbanda fica acima das temporalidades que separa, a favor da perenidade espiritual que nos liga à grande fraternidade universal movida pela maior das religiões: o AMOR.
Nesse momento pensamentos comuns se fixam fazendo-nos refletir em uníssono:
  • umbanda não é grandiosidade de magos, é diminuição de vaidades frente às equânimes leis evolutivas;
  • umbanda não é mistério, é simplicidade;
  • umbanda não tem magno trono, tem toco de preto velho;
  • umbanda não tem cetro de poder, tem o balanço do caboclo;
  • umbanda não dá curso pago, ensina gratuitamente os segredos;
  • umbanda não tem pastor de rebanhos, conduz à auto-iniciação resgatando a criança divina interna de cada um;
  • umbanda não tem insígnia sacerdotal que exalta, sim vontade de servir o próximo que iguala;
  • umbanda é caridade e não mata pelo orixá, ela vivifica os seres na vibração de exu- guardião;
  • umbanda só tem um maioral, Jesus, o Mestre dos mestres, que se igualou aos excluídos dos templos e religiões de outrora.

Umbanda, Luz Divina, constante e ininterrupta evolução!


Porto Alegre, 15 de novembro de 2005

Ramatís

Extraído da Obra “A Missão da Umbanda”, Ramatís.

15 dezembro 2015

Manutenção de propósitos - Joanna de Ângelis

O homem é um ser muito complexo. Somatório das suas experiências passadas tem, no inconsciente, um completo arquivo da raça, da cultura, das tradições que lhe influem no comportamento.
Por outro lado, a educação, os hábitos, os fenômenos psicológicos e fisiológicos estão a alterá­-lo a cada momento.
Do acúmulo destes valores resultam-­lhe as aspirações, as tendências e anseios, seus conflitos, ansiedades e realizações.
O inconsciente, como efeito, está sempre a ditar­-lhe o que fazer e o que a realizar, inclinando­-o numa ou noutra direção. Todavia, o mecanismo essencial da Vida impulsiona-­o para o progresso, para a evolução, mediante os programas de autoburilamento, de orientação, de trabalho...
O resultado natural deste processo é uma mente confusa, buscando claridade; são problemas psicológicos, aguardando solução.
Torna-­se­-lhe imperiosa a adoção de propósitos para saber o motivo da confusão mental e entender os problemas, antes que tentar solucioná-­los superficialmente, deixando em aberto novas dificuldades deles decorrentes.
A solução de agora pode satisfazê-­lo por momentos, porém se não são entendidos, eles retornam por outro processo, permanecendo na condição de conflitos a resolver.
Para que se mantenha o propósito de entendimento de si mesmo e da Vida, faz-­se necessário um percebimento integral de cada fato, sem julgamento, sem compaixão, sem acusação.
Examiná-­lo com imparcialidade, na sua condição de fato que é, com uma mente inocente, sem passado, sem futuro, apenas presente, mediante uma honesta compreensão, é a forma segura de o entender, portanto, de o perceber e digeri­-lo convenientemente, sem dar margem a novos comprometimentos. Sem tal experiência se está tentando burlar a mente, qual se deseje saber por palavras o que se passa em algum lugar, sem interesse de ir-­se lá, de conhecer-­se pessoalmente.
Esta é uma conduta de quem somente busca informação sem interesse pelo conhecimento real, desde que se nega ao esforço do deslocamento até o lugar em pauta.
O entendimento de si mesmo, a fim de encontrar as raízes dos problemas, para extirpá-­los, exige uma energia permanente, um propósito perseverante, mantidos com inteireza moral e psicológica. Em caso contrário, desejam­-se apenas, informações verbais, sem mais profundas conseqüências.
Todos os problemas existentes no homem, dele mesmo procedem, das suas complexidades, da dominação do seu ego.
Normalmente, em razão do próprio passado, as tentativas de manter os propósitos de autoconhecimento, sem acumulação de dados especulativos, mas de real identificação de si mesmo, redundam em insucesso pela falta de perseverança, pelo desânimo diante das dificuldades do começo da empresa e pelo desinteresse de libertar­-se dos conflitos.
O homem se queixa que o autoconhecimento exige despesa de energia face ao desgaste que o esforço provoca. Talvez não seja necessária uma luta como a que se trava em outras atividades. A manutenção dos conflitos produz muito mais consumpção de forças. Basta uma atitude de desvalorização dos problemas, como quem deixa cair um fardo simplesmente, ao invés de empenhar-­se por atirá­-lo fora.
A manutenção dos propósitos de renovação e de auto­-aprimoramento é resultado de uma aceitação normal e de todo momento, da necessidade de autodescobrir-­se, morrendo para as constrições e ansiedades, os medos e rotinas do cotidiano. Desta ação consciente, de que se impregna, o homem se plenifica interiormente, sem neurose ou outros quaisquer fenômenos psicóticos, perturbadores da personalidade e da vida.

Extraído do Livro  "O Homem Integral", através da mediunidade de Divaldo Franco.
 

07 dezembro 2015

Curso Universidade do Espírito


O curso abrange 54 apresentações, tem um caráter apenas informativo, sem pretenções de exaltar doutrinas e/ou religiões em particular, sendo voltado, sobretudo, ao Universalismo, ao entendimento do Ser Universal. Todos os conteúdos abordados são embasados em obras específicas aos assuntos, sendo passível, entretanto, de aceitação e crítica.

Conteúdo Programático
Aula 01. A Aura Humana
Aula 02. O Fluido Vital 01
Aula 03. O Fluído Vital 02
Aula 04. O Corpo Etérico 01
Aula 05. O Corpo Etérico 02
Aula 06. O Corpo Astral 01
Aula 07. O Corpo Astral 02 
Aula 08. O Corpo Astral 03
Aula 09. O Corpo Astral 04
Aula 10. O Corpo Astral 05
Aula 11. O Corpo Astral 06
Aula 12. O Corpo Mental Inferior
Aula 13. O Corpo Mental Superior ou Corpo Causal
Aula 14. O Desacoplamento dos Corpos 01
Aula 15. O Desacoplamento dos Corpos 02
Aula 16. O Desacoplamento dos Corpos 03
Aula 17. O Desacoplamento dos Corpos 04
Aula 18. As Formas de Pensamento 01
Aula 19. As Formas de Pensamento 02
Aula 20. As Formas de Pensamento 03
Aula 21. As Formas de Pensamento 04
Aula 22. As Formas de Pensamento 05
Aula 23. As Formas de Pensamento 06
Aula 24. As Formas de Pensamento 07
Aula 25. Ondas, Frequencias e Vibrações Mentais 01
Aula 26. Ondas, Frequencias e Vibrações Mentais 02
Aula 27. Ondas, Frequencias e Vibrações Mentais 03
Aula 28. Ondas, Frequencias e Vibrações Mentais 04
Aula 29. As Ondas e Correntes Mentais 01
Aula 30. As Ondas e Correntes Mentais 02
Aula 31. A Tela Etérica 01
Aula 32. A Tela Etérica 02
Aula 33. A Sintonia Mental
Aula 34. O Médium e Mediunidade
Aula 35. O Despertamento das Faculdades Mediúnicas 01
Aula 36. O Despertamento das Faculdades Mediúnicas 02
Aula 37. O Desenvolvimento Mediúnico 01 
Aula 38. O Desenvolvimento Mediúnico 02
Aula 39. O Desenvolvimento Mediúnico 03
Aula 40. O Fenômeno da Incorporação 01
Aula 41. O Fenômeno da Incorporação 02
Aula 42. O Fenômeno da Incorporação 03
Aula 43. O Fenômeno da Incorporação 04
Aula 44. A influência do Ambiente
Aula 45. A Reunião Mediúnica
Aula 46. Os Corpos Espirituais e os Planos
Aula 47. O Médium e seus Corpos
Aula 48. Os Chacras ou Centros de Força
Aula 49. As Glândulas 01
Aula 50. As Glândulas 02
Aula 51. A Obsessão 01
Aula 52. A Obsessão 02
Aula 53. A Obsessão 03
Aula 54. Os Ovóides