26 novembro 2015

As Quatro Leis da Espiritualidade na Índia


1ª Lei : A pessoa que chega, é a pessoa certa
Ou seja, ninguém chega em nossas vidas por acaso, todas as pessoas que nos rodeiam, que interagem conosco, estão ali por algum motivo, para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

2ª Lei : O que acontece é a única coisa que podia acontecer
Nada, absolutamente nada do que nos acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra maneira, nem sequer um detalhe mais insignificante. Não existe aquilo de : "Se tivesse feito tal coisa … teria acontecido tal coisa …”.

3ª Lei : Em qualquer momento que comece, é o momento certo
Tudo começa no momento certo, nem antes nem depois. Quando estamos preparados para que algo novo comece em nossas vidas, aí então começará. O que aconteceu foi o que pôde acontecer e teve que ser assim para que aprendêssemos essa lição e seguíssemos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas, são perfeitas, ainda que nossa mente e nosso ego resistam e não queiram aceitar.

4ª Lei : Quando algo termina, termina
Simplesmente assim. Se algo terminou em nossas vidas, é para nossa evolução, portanto, é melhor deixá-lo seguir adiante e avançar já enriquecidos com essa experiência. Creio que não é por acaso que você esteja lendo este texto. Se este texto chega em nossas vidas é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai em lugar errado.

25 novembro 2015

E minha mente vagueia... - Preto Velho Pai Miguel



E minha mente vagueia...
Vagueia no sentido da busca incessante daquilo que ainda não encontrei,
Vagueia nas entranhas de um passado que muitas vezes me corrói, me incomoda.
Vagueia nas dúvidas do presente e nas incertezas do futuro...
E minha mente vagueia...
Buscando entender a essência mágica da minha condição relativa no tempo e no espaço,
Nos mais diversos planos da matéria, estagiando na essência dos mares e oceanos deste Universo...
Mas porque vagueio?
Vagueio porque insisto apenas em capinar a erva daninha, sem ao menos fazer o esforço necessário para extirpar sua raiz...
Raiz essa que insiste sempre em rasgar a terra, sempre que a rego com as águas turvas da vaidade, do orgulho, do egoísmo...
E minha mente vagueia...
Mas sabe, na intimidade da minha essência, a semente que ainda sou, mas que insiste em brotar, pois tenho a condição de arar a terra com as ferramentas da humildade, da paciência, da tolerância...
Tenho a condição de ascender ao fogo da mudança, forjando minha consciência com Ciência, deixando pesar na balança aquilo que me proponho a ser...
Tenho a condição de transmutar e direcionar o ar que respiro na senda do aprendizado contínuo rumo ao bem maior...
Tenho a condição de vaguear nas águas tormentosas com segurança, pois sou um guerreiro, no sentido de vencer a mim mesmo, onde o meu reflexo servirá de luz e exemplo para o meu próximo que se encontra em retardo...
E minha mente vagueia...
Mas sabe, na intimidade da minha essência, a potência divina que sou, pois que Dele sou, onde através do Amor incondicional, posso alcançar com sabedoria, a morada dos mansos e pacíficos de coração.
Mas ninguém vagueia sozinho...
Pois que as ondas impulsionam umas as outras, fortalecendo aquela que enfrenta a arrebentação, para romper a aparente solidez da rocha que insiste em não se transformar em pedregulhos. Pedregulhos esses que deverão ser utilizados, para formar o alicerce da minha Fortaleza Moral...
Mas ainda assim, nessa condição, minha mente vagueia, só que agora no rumo certo, na Senda Redentora da evolução...


Pai Miguel
Fortaleza-CE, 24 de novembro de 2015


20 novembro 2015

Mediunidade : O comportamento é meu?



É possível ao médium distinguir as alterações psíquicas e orgânicas que lhe são próprias das que estão procedendo dos espíritos desencarnados?
Divaldo - Um dos comportamentos iniciais do médium deve ser o de estudar-se. Daí ser necessário estudar a mediunidade.
Eu, por exemplo, quando comecei o exercício da mediunidade, ia a uma festa e assimilava de tal forma o psiquismo do ambiente, que me tornava a pessoa mais contente dali. Se ia a um casamento eu ficava mais feliz que o noivo. Se ia a um enterro ficava mais choroso que a viúva, porque me contaminava psiquicamente, e ficava muito difícil saber como era a minha personalidade. Pois, de acordo com o local, havia como que um mimetismo, isto é, eu assimilava o efeito do ambiente.
Lentamente, estudando a minha personalidade, as minhas dificuldades e comportamentos, logrei traçar o meu perfil pessoal, e estabelecer uma conduta medial para que aqueles que vivem comigo saibam como eu sou, e daí possam avaliar os meus estados mediúnicos.
De início, o médium terá algumas dificuldades, porque o fenômeno produz uma interposição de personalidades estranhas a sua própria personalidade. Somando-se velhas dificuldades à sensibilidade mediúnica, o sensitivo passa a ter muito aguçadas as reminiscências das vidas pretéritas, não o caráter da consciência, mas o somatório das experiências.
Recordo-me que, em determinada época da minha vida, terminada uma palestra ou reunião mediúnica, eu tinha uma necessidade imperiosa de caminhar. Caminhar até a exaustão física. Naquele período claro-escuro da mediunidade, sem saber exatamente como encontrar a paz, os espíritos me receitaram trabalho físico, para que, cansado, fosse obrigado ao repouso físico, porque tinha dificuldades de dormir. A vida física era-me muito ativa e, mesmo quando o corpo caía no colapso, a mente continuava excitada, e eu me levantava no dia seguinte pior do que havia deitado. Então, às vezes, eu preferia não deitar.
Com o tempo fui formando meu perfil de comportamento, de personalidade, aprendendo a assumir a responsabilidade dos insucessos e a transferir para os Mentores os resultados das ações positivas que são sempre de Deus, enquanto os erros são sempre nossos.
Estaremos sempre em sintonia com espíritos de comportamento idêntico ao nosso. Daí, o médium vai medindo as suas reações, suas mágoas, ciúmes, invejas, e irá identificando as reações positivas, a beleza, o desejo de servir. Por fim, aprende a selecionar quando é ele e quando são os espíritos que estão agindo por seu intermédio.
  
Texto extraído do Livro:  

17 novembro 2015

O Homem no Mundo - ESE

Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos.
Purificai, pois, os vossos corações; não consintais que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil. Elevai o vosso espírito àqueles por quem chamais, a fim de que, encontrando em vós as necessárias disposições, possam lançar em profusão a semente que é preciso germine em vossas almas e dê frutos de caridade e justiça.
Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.
Sois chamados a estar em contato com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos: não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Sede joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a que provém de uma consciência limpa, seja a vossa ventura a do herdeiro do Céu que conta os dias que faltam para entrar na posse da sua herança.
Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo de alma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.
A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contato com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta. 
Não imagineis, portanto, que, para viverdes em comunicação constante conosco, para viverdes sob as vistas do Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais de cinzas. Não, não, ainda uma vez vos dizemos. Ditosos sede, segundo as necessidades da Humanidade; mas que jamais na vossa felicidade entre um pensamento ou um ato que o possa ofender, ou fazer se vele o semblante dos que vos amam e dirigem. Deus é amor, e aqueles que amam santamente Ele os abençoa.

Um Espírito protetor. (Bordeaux, 1863)
Evangelho Segundo o Espiritismo, Cáp. 12 - "Sedes Perfeitos"



05 outubro 2015

As Sete Lições do Bambu


Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
- Vovô corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?
Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira lição que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
A segunda lição: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
A terceira lição: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta lição que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta lição é que o bambu é cheio de "nós" (e não de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
A sexta lição é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é que ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto.

29 setembro 2015

11 verdades que o egoísmo esconde de você


1. Desejar o mal a outra pessoa, porque ela tem algo que nós não temos, não nos trará o bem que não temos, e sim o mal que não tínhamos. Responder com um mal (calúnia, difamação, hostilidade etc.) diante de um bem do outro (uma habilidade que não temos, o sucesso etc.) constitui um mal e se manifesta em outros males (ódio ao próximo, dano causado a ele, dano a si mesmo etc.).
2. Qualquer pessoa é mais valiosa que todas as coisas, possessões ou pertences.
3. É mais saudável ocupar-se dos outros que unicamente de si mesmo.
4. A pessoa vai se enriquecer na medida em que contribuir para o enriquecimento pessoal de parentes, amigos e colegas.
5. O melhor caminho para a autoafirmação é o serviço aos outros; o pior caminho é a magnificação da autovalorização.
6. Não podemos desejar ter o mesmo sucesso dos outros sem esforço nenhum, porque as conquistas pessoais precisam ser alcançadas mediante um saudável desejo de superação de si mesmo.
7. A prosperidade alcançada por outros não pode ser vista como algo que nos prejudica.
8. É muito difícil estabelecer vínculos afetivos e autênticos quando não se é solidário com as pessoas.
9. O egoísmo atrapalha a autoestima, pois cria dependência das gratificações afetivas de outras pessoas (elogios, agrados etc.) e faz que a pessoa condicione seu querer unicamente ao fato de que gostem dela.
10. O egoísmo leva a pessoa a confundir pontos de vista diferentes do dela com manifestações de rejeição.
11. A pessoa egoísta não consegue tolerar as frustrações que tanto a amizade quanto a convivência humana implicam.
O egoísmo afunda a pessoa em um abismo tão insondável e ruim, que reduz a liberdade, pois a torna insensível para agradecer pelos bens materiais e sobretudo espirituais, recebidos de Deus. Não se deixe enganar por ele.

Fonte : Revista Ser Persona - 27/01/15

25 setembro 2015

Cristo: a realidade da sua divina presença - Eckhart Tolle

Não se apegue a uma única palavra. Você pode substituir “Cristo” por presença, se achar mais significativo. Cristo é a essência de Deus dentro de nós ou o nosso Eu interior, como às vezes é chamado no Oriente. A única diferença entre Cristo e presença é que Cristo remete à nossa existência divina sem se importar se estamos ou não conscientes dela, ao passo que a presença significa a nossa divindade vigilante ou a essência de Deus.
Se admitirmos que não há passado nem futuro em Cristo, poderemos esclarecer muitos mal-entendidos e falsas crenças sobre Ele. Dizer que Cristo foi ou será é uma contradição. Jesus foi. Foi um homem que viveu há dois mil anos e exerceu a sua divina presença, a sua verdadeira natureza. Suas palavras foram: “Antes que Abraão existisse, Eu sou” (João, 8:58). Ele não disse: “Eu já existia antes de Abraão ter nascido”. Isso significaria que Ele ainda estaria dentro da dimensão do tempo e da identidade da forma. As palavras Eu sou utilizadas em uma frase que começa no tempo passado indicam uma mudança radical, uma descontinuidade na dimensão temporal. É uma afirmação, ao estilo zen, de grande profundidade. Jesus tentou transmitir diretamente, e não através de divagações, o significado de presença, de autorealização. Ele foi além da dimensão da consciência governada pelo tempo e penetrou no domínio da eternidade. Foi assim que a dimensão de eternidade surgiu neste mundo. A eternidade não significa tempo sem fim, mas sim tempo nenhum. Assim, o homem Jesus se tornou o Cristo, um veículo de pura consciência. E qual é a própria definição de Deus na Bíblia? Será que Deus disse: “Eu fui e sempre serei?” Claro que não. Isso teria conferido realidade ao passado e ao futuro. Deus disse: “EU SOU O QUE SOU” . Aqui não existe o tempo, só a presença.
A “segunda vinda” do Cristo é uma transformação da consciência humana, uma mudança do tempo para a presença, do pensamento para a consciência pura, e não a chegada de algum homem ou de alguma mulher. Se “Cristo” estivesse para chegar amanhã, revestido de alguma forma externa, o que ele ou ela poderia nos dizer além do seguinte:
Eu sou a Verdade. Eu sou a Divina Presença. Eu sou a Vida Eterna. Estou dentro de você. Estou aqui. Eu sou o Agora”.

*** Reflexão ***
Nunca personalize Cristo. Não dê uma forma de identidade a Cristo. Avatares, mães divinas, mestres iluminados, os pouquíssimos que realmente são, não têm nada de especial como pessoas. Como não têm de sustentar o ego, defendê-lo ou alimentá-lo, são mais simples do que as pessoas comuns. Qualquer pessoa com um ego forte os olharia como insignificantes ou, mais provavelmente, nem os veria.
Se você for atraído para um professor iluminado, é porque já existe presença bastante em você para reconhecer a presença no outro. Houve muitas pessoas que não reconheceram Jesus ou Buda, assim como há – e sempre haverá – pessoas que são levadas a falsos professores. Egos são atraídos por grandes egos. A escuridão não consegue reconhecer a luz. Portanto, não acredite que a luz está fora de você ou que ela só pode vir através de uma forma específica. Se só o seu mestre for a encarnação de Deus, quem é você então? Qualquer espécie de exclusividade é uma identificação com a forma, e a identificação com a forma significa o ego, não importa o quanto ele esteja bem disfarçado.
Utilize a presença do mestre para ver um reflexo da sua própria identidade por trás do nome e da forma e para se tornar mais intensamente presente. Em pouco tempo você verá que não existe nenhum “meu” ou “seu” na presença. A presença é única.
O trabalho em grupo também pode ser de grande utilidade para intensificar a luz da nossa presença. Um grupo de pessoas atingindo juntas um estado de presença gera um campo de energia de grande intensidade. Isso não só aumenta o estado de presença de cada membro do grupo, mas também ajuda a libertar a consciência coletiva humana do seu estado normal de dominação da mente. Essa prática vai tornar o estado de presença cada vez mais acessível às pessoas. Entretanto, a menos que um membro do grupo já esteja firmemente estabelecido na presença e consiga sustentar a freqüência de energia desse estado, a mente pode facilmente voltar a dominar e sabotar os esforços do grupo. Embora o trabalho em grupo seja valioso, ele não é o bastante e você não deve depender dele. Nem de um professor ou de um mestre, exceto durante o período de transição, quando você está aprendendo o significado e a prática da presença.

Extraído do livro O Poder do Agora

22 setembro 2015

5 atitudes inteligentes para encarar a VIDA


No que você pensa quando escuta que alguém é inteligente? Imagina uma pessoa capaz de responder todos os questionários triviais e obter notas muito altas nas provas? Após muitas das descobertas que a ciência realizou sobre o funcionamento do cérebro e das capacidades cognitivas, surgiram novas e interessantes teorias a respeito da inteligência, sobre o que ela realmente é e sobre como a utilizamos.
Hoje podemos afirmar que a inteligência não está relacionada exclusiva e necessariamente com o fato de ser intelectualmente brilhante. Devemos aprender a ver a inteligência a partir de um ponto de vista mais integral, através do qual ser realmente inteligente também implicará aspectos tais como ser criativo, reflexivo, sensível e, inclusive, humilde.
Pensando nesse conceito diferente do tradicional, podemos refletir sobre alguns traços comuns na maioria dessas pessoas ou, dizendo de outra forma, quais atitudes inteligentes elas usam para encarar a vida.
Como as pessoas inteligentes enfrentam a vida, quais as suas atitudes?
: Aceitam que o fracasso é necessário para crescer, mas não permitem que um erro os impeça de chegar às conquistas que desejam. Os hábitos das pessoas espertas tem muito a ver com o foco no presente. Aqueles que colocam a inteligência para trabalhar a seu favor evitam revisar desnecessariamente seus erros passados.
: Acreditam no poder da mente. Conhecem a necessidade de evitar os pensamentos negativos, pois sabem que a negatividade atrai consequências desfavoráveis. Não quer dizer que, por isso, não tenham problemas. A diferença entre os mais inteligentes e o restante das pessoas é que os primeiros enfrentam as dificuldades, as resolvem e passam para a próxima.
3ª : Não se preocupam com a opinião dos outros. Para levar um estilo de vida assim é necessário evitar prestar muita atenção ao que os outros pensam de nós. A verdade é que nunca agradaremos a todos, de forma que é melhor viver adequados as nossas próprias normas, ajustando-nos a nossa própria definição de sucesso.
4ª : Não perdem tempo. As pessoas consideradas inteligentes conseguiram estabelecer hábitos que lhes ajudam a trabalhar de forma mais eficaz sem ter que trabalhar mais. Um detalhe muito importante: sabem que quando a mente está cansada, é inútil forçá-la a conseguir mais. Descansam quando se sentem esgotados, o que lhes ajuda a voltar às tarefas com mais força e clareza.
5ª : Evitam a soberba e a ingratidão. As pessoas verdadeiramente inteligentes sabem que possuem capacidades limitadas, igual a todos os seres humanos. Consideram que seu valor está no que são e não no que possuem e são conscientes de que sozinhos não vão conseguir nada, o que as coloca em sintonia com o resto da humanidade. As pessoas inteligentes colaboram com os demais e, assim, agradecem a colaboração, uma parte crucial para a felicidade.
Uma pessoa inteligente sabe o pouco que sabe, vê a si uma pequena peça de um vasto mundo, mas também entende que tem um enorme potencial para fazer coisas grandiosas, pois o seu coração e a sua mente não têm limites.

18 setembro 2015

UBUNTU: O Amor traduzido na África


Na língua portuguesa existe a palavra saudade, cuja tradução para outras línguas se torna muito complexa. Nos países africanos existe a palavra Ubuntu, que possui diversos significados humanísticos.
A palavra Ubuntu possui diversos significados, mas dois deles são os mais citados nos mecanismos de pesquisa, são eles: "Humanidade para os outros" ou "Sou o que sou pelo que nós somos". É uma palavra paroxítona, que se pronuncia uBUNtu (de forma figurada seria algo assim: ubúntu). Ubuntu é uma antiga palavra africana e tem origem na língua Zulu (pertencente ao grupo linguístico bantu) e significa que "uma pessoa é uma pessoa através (por meio) de outras pessoas".
Ubuntu é uma palavra que apresenta significados humanísticos como a solidariedade, a cooperação, o respeito, o acolhimento, a generosidade, entre muitas outras ações que realizamos em sintonia com a nossa alma (com o nosso ser interno), buscando o nosso bem-estar e o de todos à nossa volta. 

O prêmio Nobel da Paz, o bispo sul-africano Desmond Tutu, uma vez explicou: “Ubuntu é a essência do ser humano. Você não pode viver isoladamente, você não pode ser humano se é só.




Leia abaixo a citação de uma parte da fala do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, em uma entrevista:
" Respeito. Cortesia. Compartilhamento. Comunidade. Generosidade. Confiança. Desprendimento. Uma palavra pode ter muitos significados. Tudo isso é o espírito de Ubuntu. Ubuntu não significa que as pessoas não devam cuidar de si próprias. A questão é: você vai fazer isso de maneira a desenvolver a sua comunidade, permitindo que ela melhore? Isso é o mais importante na vida. E se uma pessoa conseguir viver assim, terá atingido algo muito importante e admirável.
(Nelson Mandela)


Quer saber mais? Acesse este link: POR DENTRO DA ÁFRICA. Ele explica sobre a filosofia Ubuntu. 

16 setembro 2015

A árvore e as quatros estações

Um homem morava no deserto e tinha quatro filhos ainda adolescentes.
Querendo que seus filhos aprendessem a valiosa lição da não precipitação nos julgamentos, os enviou para uma terra onde havia muitas árvores. Mas ele os enviou em diferentes épocas do ano.
O primeiro filho foi no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão e o mais novo foi no outono.
Quando o último deles voltou, o pai os reuniu e pediu que relatassem o que tinham visto.
O primeiro filho disse que as árvores eram feias, meio curvadas, sem nenhum atrativo.
O segundo filho discordou e disse que na verdade as árvores eram muito verdes e cheias de brotinhos, parecendo ter um bom futuro.
O terceiro filho disse que eles estavam errados, porque elas estavam repletas de flores, com um aroma incrível e uma aparência maravilhosa.
Já o mais novo discordou de todos e disse que as árvores estavam tão cheias de frutos que até se curvavam com o peso, passando a imagem de algo cheio de vida e substância.
Aquele pai então explicou aos seus filhos adolescentes que todos eles estavam certos.
Na verdade eles viram as mesmas árvores em diferentes estações daquele mesmo ano.
Ele disse que não se pode julgar uma árvore ou pessoas por apenas uma estação ou uma fase de sua vida.
Ele explicou que a essência do que elas são, a alegria, o prazer, o amor, mas também as fases aparentemente ruins que vêm daquela vida só podem ser medidas no final da jornada quando todas as estações forem concluídas.

*** Reflexão ***
Se você desistir quando chegar o “inverno”, você vai perder as promessas da primavera, a beleza do verão e a plenitude do outono.
Não permita que dor de apenas uma “estação” destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida por apenas uma fase.
Persevere através dos caminhos dificultosos, e épocas melhores virão com certeza!
Viva de forma simples, ame generosamente, importe-se profundamente, fale educadamente…
E deixe o restante com Deus!
A felicidade mantém você doce.
Dores mantêm você humano.
Quedas te mantêm humilde.
Sucesso te mantém brilhando.
Provações te mantêm forte.
Mas, somente Deus te mantém prosseguindo!

11 setembro 2015

A cebola e a Iluminação - Hélio Couto

Um pântano foi parcialmente aterrado para construção de casas. Em uma dessas casas logo apareceu no quintal um crocodilo. E por mais que o afugentassem ele não ia embora. Chamaram uma sensitiva para conversar com o crocodilo. Ela falou que ele devia ir embora e ele respondeu: “Aqui é o meu lugar”.  Este crocodilo vivia exatamente naquele local que foi aterrado. Até um crocodilo sofre no seu longo caminho de evolução.
Quando descascamos uma cebola vamos tirando camada após camada. É o mesmo trabalho que fazemos em nós mesmos para atingir a Iluminação Espiritual. São inúmeras camadas que devem ser abandonadas e soltas. São as imperfeições do ego, os traumas, os apegos, os medos, etc. A cada camada que soltamos vai ficando mais fácil soltar a próxima. Passo a passo. Milênio após milênio. Vida após vida.
Todo sentimento reprimido torna-se dominante. Tudo que se reprime passa a dominar nossa vida. Isso não quer dizer que devemos dar vazão a tudo que sentimos. A razão existe para equilibrar isso. Os sentimentos negativos devem ser transmutados em sentimentos positivos.
Para não reprimir um sentimento é preciso aceita-lo. Para poder elabora-lo e integra-lo em nós. Nesse ponto a questão está resolvida. Aceitar que sente o sentimento. Sentir que sente. E trabalhar esse sentimento para que se torne positivo, caso seja negativo.
A única maneira de vencer o medo é aceitar que tem medo e agir para resolver isso.
A maneira de vencer o sofrimento é aceitar o sofrimento. Não fazer algo porque acha que irá sofrer, causa mais sofrimento ainda, pois acrescentou a repressão. E o sentimento irá para o inconsciente e continuará vivo e atuante. O sofrimento faz parte da evolução. É como pegar um diamante bruto e lapida-lo. Ele não gosta disso, mas tornar-se-á uma linda joia.
Outra maneira é a alegria. Aceitar o sofrimento que ocorra com alegria. Sabendo que daquele sofrimento sairá algo melhor. Toda crise é uma oportunidade de crescimento. Existem dois caminhos: amor ou dor. Alegria ou sofrimento. Todos chegarão lá, mas é muito mais fácil pela alegria. Se houvesse um único ser no universo não haveria sofrimento, mas também não haveria evolução. Somente pela troca é possível acrescentar informação a si mesmo. E só com novas informações é que a evolução acontece. Por isso o universo está lotado de seres.
Até os crocodilos sofrem.

Fonte : Igreja Cristã de Aton

09 setembro 2015

Príncipios de "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas" - Dale Carnegie


Torne-se uma pessoa mais amigável
1. Não critique, Não condene, Não se queixe.
2. Aprecie honesta e sinceramente.
3. Desperte um forte desejo nos demais.
4. Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa.
5. Sorria.
6. Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e mais importante que existe em qualquer idioma.
7. Seja um bom ouvinte. Incentive os outros a falar sobre eles mesmos.
8. Fale de coisas que interessem à outra pessoa.
9. Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade.

Conquiste as pessoas para o seu modo de pensar
10. A única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a.
11. Respeite a opinião dos outros. Nunca diga “você esta enganado.”
12. Se está enganado, reconheça o seu erro rápida e energicamente.
13. Comece de uma maneira amigável.
14. Consiga que a outra pessoa diga “sim, sim”.
15. Deixe a outra pessoa falar a maior parte da conversa.
16. Deixe que a outra pessoa sinta que a idéia é dela.
17. Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa.
18. Seja simpático às idéias e anseios da outra pessoa.
19. Apele para os mais nobres motivos.
20. Dramatize as suas idéias.
21. Lance um desafio.

Seja um líder
22. Comece por um elogio e por uma apreciação sincera.
23. Chame atenção para os erros das outras pessoas de uma maneira indireta.
24. Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas.
25. Faça perguntas ao invés de dar ordens diretas.
26. Permita que a outra pessoa salve seu próprio prestigio.
27. Elogie o menor progresso e elogie todo o progresso. Seja
sincero na sua apreciação e pródigo no seu elogio”.
28. Proporcione a outra pessoa uma boa reputação para ela zelar.
29. Empregue o incentivo. Torne as faltas fáceis de corrigir.
30. Faça a outra pessoa sentir-se feliz realizando aquilo que você sugere.

25 agosto 2015

A busca do ego pela plenitude - Eckhart Tolle

Um outro aspecto do sofrimento emocional é uma profunda sensação de falta, de incompletude, de não se sentir inteiro. Em algumas pessoas isso é consciente, em outras, não. Quando está consciente, a pessoa tem uma sensação inquietante de que não é respeitada ou boa o bastante. Na forma inconsciente, essa sensação se manifesta indiretamente como um anseio, uma necessidade ou uma carência intensa. Em ambos os casos, as pessoas podem acabar buscando compulsivamente uma forma de gratificar o ego e preencher o buraco que sentem por dentro. Assim, empenham-se em possuir propriedades, dinheiro, sucesso, poder, reconhecimento ou um relacionamento especial, para se sentirem melhor e mais completas. Porém, mesmo quando conseguem todas essas coisas, percebem que o buraco ainda está ali e não tem fundo. As pessoas vêem, então, que estão realmente em apuros, porque não podem mais se enganar. Na verdade, elas continuam tentando agir como antes, mas isso se torna cada vez mais difícil.
Enquanto o ego dirige a nossa vida, não conseguimos nos sentir à vontade, em paz ou completos, exceto por breves períodos, quando acabamos de ter um desejo satisfeito. O ego precisa de alimento e proteção o tempo todo. Tem necessidade de se identificar com coisas externas, como propriedades, status social, trabalho, educação, aparência física, habilidades especiais, relacionamentos, história pessoal e familiar, ideais políticos e crenças religiosas. Só que nada disso é você.
Levou um susto? Ou sentiu um enorme alívio? Mais cedo ou mais tarde, você vai ter que abrir mão de todas essas coisas. Pode ser difícil de acreditar, e eu não estou aqui pedindo a você que acredite que a sua identidade não está em nenhuma dessas coisas. Você vai conhecer por si mesmo a verdade, lá no fim, quando sentir a morte se aproximar. Morte significa um despojar-se de tudo o que não é você. O segredo da vida é “morrer antes que você morra” – e descobrir que não existe morte.

06 agosto 2015

Encontros Espirituais - Léon Tolstoi(Yvonne do Amaral)

Léon Tolstoi, o escritor russo, teve oportunidade de, depois de sua morte, escrever através da mediunidade de Ivone do Amaral Pereira.
Em uma de suas obras assim psicografadas, ele narra que, quando ainda vivendo na Terra, tivera um amigo de nome Boris.
Eram muito afeiçoados e apreciavam ficar horas discutindo questões de filosofia.
Boris, contudo, morreu jovem, na flor dos vinte anos. Tolstoi sentiu muito a morte do amigo.
E fosse porque muito pensasse nele ou porque, de alguma forma, desejasse ter dele notícias, lhe ocorria sonhar com ele repetidas vezes.
Via-o jovial e alegre. Sempre a conversar sobre as questões do Evangelho. Embora ao acordar não conseguisse recordar a totalidade do diálogo, lembrava de alguns trechos do sonho.
Contudo, as peripécias da vida, as preocupações que se foram somando, fizeram com que muitas tribulações cercassem Tolstoi. Até ele não mais sonhar com o amigo.
Sessenta e dois anos se passaram. Tolstoi também partiu para a verdadeira pátria e teve oportunidade de reencontrar Boris.
A primeira coisa que reparou é que ele, recém saído da carne para a Espiritualidade se apresentava como um homem velho, na casa dos oitenta, enquanto o amigo estava jovem, no verdor dos vinte anos.
Quanta saudade, falou-lhe Tolstoi. Há quanto tempo não nos víamos.
Engano seu, disse Boris. Sempre nos encontramos. Você, somente pelas tantas dificuldades que o cercavam na carne, não conseguia guardar as lembranças.
Mas eu aqui estou para, especialmente, lhe agradecer pelas tantas preces que me endereçou.
Toda vez que pensava em mim com amor e saudade, um jato de luz se desprendia do seu coração e do seu cérebro e vinha em minha direção.
Era como uma irradiação de forças poderosas que me ajudava a caminhar para Deus.
Não importava onde eu me encontrasse, eu ouvia como que me chamarem, prestava atenção, e parecia reconhecer a sua voz. Isto é, a sua vibração que parecia sua voz. Ouvia o que me dizia, comovia-me e chorava de alegria.
Às vezes, junto com sua voz eu passava a enxergar a sua imagem refletida no longo jato luminoso que de você se desprendia, embora nem eu nem você saíssemos do local onde estivéssemos.
Foi assim que, ao longo desses anos, eu vi, ouvi, compreendi os seus pensamentos.
Tolstoi diz que sentiu muito reconforto com as informações do amigo. E passou a meditar no alto valor da prece, realizada com desprendimento e amor.
Prece que tem o poder de alargar o círculo afetivo entre os homens e os Espíritos e também alimentar os elos afetivos entre eles.
Diz, ele finalmente, que se os homens soubessem verdadeiramente o que é orar, se compreendessem o enorme poder da oração, do que é capaz o pensamento em prece, os homens não teriam tantas razões para chorarem os seus mortos, se desesperando ante os túmulos silenciosos!
Se você perdeu afetos, não os magoe com o seu desespero. Ore intensamente. Recorde os momentos de alegria, de felicidade juntos vividos.
Transmita a eles a sua saudade, como um ramalhete de flores de delicado perfume para que eles, onde estejam, como estejam, o recebam, como demonstração de que os que ficaram na Terra ainda e sempre os amam. Neles pensam com carinho e doce saudade.

31 julho 2015

Teoria do Risco - Hélio Couto

O prêmio Nobel de Economia de 2002, Daniel Kahneman, fez importante contribuição para entender como os humanos assumem os riscos. Ele descobriu que os humanos assumem riscos, mas detestam perdas.E esta é uma confirmação de tudo que se vem falando desde 2500 anos neste planeta. Quando se fala para soltar, os humanos sentem uma aversão total ao conceito. E o trabalho dele provou isso. Esta é uma atitude irracional porque toda vez que se prende se perde. Todo apego gera perdas e sofrimentos desnecessários. Este universo foi feito para que ninguém perca. Todos podem ganhar se todos tiverem esse tipo de paradigma. Ganha Ganha.
Só que isso é tão contra o cérebro reptiliano (Complexo-R), que o ego imediatamente recusa sequer entender o que é soltar. Uma pessoa culta e inteligente comprou um livro sobre taoísmo. Teve de ler 8 vezes para poder entender o conceito. E ainda precisou de muita orientação para soltar os investimentos errados que tinha feito. A pessoa tinha feito investimentos que não conseguia mais pagar e ainda assim se recusava a solta-los. E continuar vivendo, pois caso contrário teria um infarto com certeza. E perderia tudo. Mas, não soltava. Achava que se soltasse perderia algo. Depois que soltou tudo melhorou e hoje está em excelente situação.
O medo da perda é um problema de confiança. Confiar que o universo funciona e que o Todo administra tudo para o melhor de todos sempre. Hoje em dia existe uma corrente de pensamento argumentando que este universo não funcionou. Que tem algo errado com o universo. Isso é acreditar que o Todo não sabe o que faz, não é onipotente, onisciente e onipresente. Traduzindo, achar que o Todo não é o Todo. Quando o Todo delega uma função Ele sabe exatamente o que está fazendo, pois foi Ele que emanou aquele Arquétipo. O Arquétipo é a perfeição do Todo naquele assunto, atividade ou habilidade em particular. Por exemplo, o Todo quer escalar montanhas. Ele emana um Arquétipo que é o alpinista perfeito. Este Alpinista Perfeito é o Todo escalando montanhas. Não comete erros, faz sempre o melhor, evolui sempre, tem alegria escalando, etc. É perfeito.
Toda a problemática se resume nisso. Em confiar no Todo. Mas, para isso primeiro é preciso entender o que é o Todo, quem é o Todo. E depois sentir o Todo dentro de si. Na Centelha Divina. Sem sentir todo conhecimento é nada. O Todo é um sentimento. Como se pode entender algo intelectualmente se a essência daquilo é um sentimento? Pode-se criar conceitos e conceitos intelectuais, mas eles não serão a verdade. Para entender o Todo é preciso sentir. E este é o problema central da humanidade desde sempre. Se sentir acha que haverá perda. Então resolve não sentir. Fecha os chakras, bloqueia tudo, levanta escudos e acha que assim evitará o sofrimento. Que assim não haverá perdas. Pois é. É justamente nesse ponto que as perdas aparecerão. Toda vez que se bloqueia a ação do Todo os problemas aparecem. Inevitável. Em todas as áreas. Será que o Todo quer que algum humano passe fome? As notícias mostram que existem frangos e porcos demais no mundo! É preciso mata-los para equilibrar o mercado. Enquanto isso quantos milhões passam fome! Evidentemente quem nunca passou fome não tem a menor ideia do que é isso. Portanto, não sente a dor de quem passa fome.
Então se pensa que tem algo errado com este universo! Pois tem gente passando fome, tem guerras no mundo, genocídios, mutilações, predadores, serial killers, exploração de trabalho infantil, exploração da prostituição, etc. (A lista é infinita). Se o planeta Terra é assim é porque o universo está errado? O planeta Terra é assim porque seus habitantes escolheram que seja assim. É um colapso de função de onda coletivo. Caso quisessem mudar mudaria num dia. Ou a União Soviética não acabou em dias? O que parecia impossível aconteceu em dias. Quando as pessoas deixaram suas casas, seus pertences, entraram nos trens e carros e foram para a fronteira do oeste. O muro desabou num dia. Quando as pessoas soltaram tudo. Enquanto foram apegados persistiu por quase um século. (Atenção: não estou julgando. É um fato histórico). E no oeste o problema é o mesmo. Haverá sofrimento, fome, crises, miséria, crimes, desemprego, etc. enquanto houver apego.
E o apego é tão grande que sequer essa ideia pode ser pensada. Buda e Lao Tsé tinham de fazer o que fizeram. Eles vêm fazer um trabalho e fazem. Não importa o custo que seja. Mas, o resultado levará milhares de anos. A humanidade decidirá quantos milhares de anos levará.
Como não se quer entender a Realidade Última e se acha que tem algo errado com o universo, a ideia é uma solução miraculosa que resolva tudo sem que tenha de haver evolução da consciência dos humanos. E a incoerência deste pensamento não é percebida. Se os humanos detestam perdas como eles aceitarão que uma civilização extraterrestre venha aqui e estabeleça o equilíbrio no planeta? John Nash provou o Equilíbrio de Nash e aconteceu o que? Nada. Porque o Equilíbrio de Nash dá uma ideia de perda. As pessoas pensam que perderão. E os humanos detestam perder. Vejam o filme “Uma mente brilhante”. Basta ver a cena do bar. Se não entende o que ele explica, se não aceita o que ele explica, como aceitará que os extraterrestres imponham uma civilização avançada onde ninguém passa fome, por exemplo. Basta pensar nessa questão: como o mundo tem de ser organizado para que ninguém passe fome? É essa organização que os extraterrestres teriam de impor. Ou seria por consenso? Imagine os extraterrestres tendo que fundar um partido político para defender suas ideias! Com milhões de anos de avanço em relação aos terrestres! De que adiantaria toda a tecnologia extraterrestre se nada poderia ser feito sem a aprovação dos humanos. Ficaríamos na mesma. Pois, hoje já existe tecnologia para que ninguém passe fome no mundo. E que acontece? Nada. Portanto, tem de ser como é em Jornada nas Estrelas A Nova Geração. A Primeira Diretriz proíbe que se intervenha num planeta até que estejam evoluídos o suficiente para aceitar a Federação.
Por exemplo, se a Federação trouxesse os replicadores de comida o que aconteceria com todas as empresas de alimentação? Com todas as fazendas? Com todos os empregos? Com a bolsa de valores? As pessoas admitiriam perder seus empregos por causa dos extraterrestres resolverem a fome no mundo? Então porque os humanos não doam os frangos e porcos para os que passam fome? A resposta normal é porque daí ninguém vai querer trabalhar. Vamos supor que os extraterrestres resolvessem tudo, o que as pessoas fariam com o tempo livre? Imagine todo o tempo do mundo só para pensar? Você com você mesmo? Autoconhecimento sem parar. Não há necessidade de trabalhar. Só lazer. O que os humanos fariam com o laser? Antes da revolução industrial se falava que quando houvessem máquinas os humanos poderiam ter tempo para a cultura, as artes, os esportes, a leitura, etc. Depois de 400 anos de revolução industrial quando já se tem máquinas para quase tudo, computadores, robôs, etc., o que aconteceu? Mais máquinas e computadores resolverão isso? Ou somente com a evolução da consciência haverá evolução realmente.
E em todas as outras áreas é a mesma coisa. Por isso, os extraterrestres positivos só observam. No dia em que os humanos decidirem pelo Equilíbrio de Nash eles poderão aparecer.

29 julho 2015

Arquétipos e relacionamentos afetivos - Hélio Couto


Platão disse que são as idéias primordiais.
Arquétipo é o projeto de tudo que existe. Nada pode existir sem antes ter sido pensado. Esse pensamento primeiro é a perfeição de tudo que existe. Portanto, o arquétipo é a perfeição em qualquer atividade, profissão, coisa; literalmente de tudo que existe.
Nos seres humanos os arquétipos provocam reações afetivas e emocionais. Geram sentimentos através dos neurotransmissores e hormônios.
Isso é da mais extrema importância em todas as áreas humanas. Tudo que se faz em publicidade é baseado em arquétipos, para criar as neuroassociações com os produtos.
No caso de relacionamentos afetivos é fundamental para se criar um sentimento, tanto nosso em relação a uma pessoa, quanto dela para nós. Não levar isso em consideração é simplesmente ignorar a força mais poderosa do universo.
Como tudo que é poderoso é preciso cuidado, cautela, conhecimento e analise para se usar corretamente.
Vejamos alguns casos:
Uma jovem mulher casada vai passear numa praia sozinha (seja por qual razão for pela qual está sozinha). Lá encontra um rapaz que também está passeando pela praia no fim de tarde. Param para conversar e o seguinte diálogo acontece:
O rapaz pergunta:
- Você vem sempre aqui?
- Não, é a primeira vez que venho. E você porque vem aqui?
- Venho para ver as borboletas.
Falam mais algumas coisas irrelevantes e vão embora. Ela volta para sua cidade e ele continua lá. Um ano depois ela volta na mesma praia. Neste um ano ela terminou o casamento e agora está só. No mesmo horário eles se encontram novamente. Um ano depois. Ela o vê vindo em sua direção, mas ele não lembra ainda quem é ela. Quando ele chega perto ela o cumprimenta:
- Oi, você aqui de novo?
Ele pára e começa a pensar. Em seguida diz:
- Eu já volto e corre pela praia em direção contrária!
Dali a pouco volta e retoma a conversa. Imediatamente começam um relacionamento.
O que aconteceu? Um ano antes ele contou a história da borboleta. Este é um arquétipo de transformação. Muito poderoso precisa ser usado com cuidado. Ela ao ouvir isso inicia internamente um processo de mudança que não consegue mais deter. Volta para sua cidade, muda sua vida, termina o casamento e um ano depois “sem querer”, volta ao mesmo local. Quando ele a vê não se lembra dela, pois apenas tiveram uma breve conversar um ano antes. Com quantas ele conversa naquela praia? Ele tem uma atitude inteligente, pois precisa ganhar tempo para se lembrar onde parou a conversa com ela. Corre para longe dela para ganhar tempo. Quando se lembra volta. E aí é inevitável o relacionamento, pois toda a transformação que ela fez na vida foi em função dele ter falado borboletas. A mudança está neuro-associada com ele e é com ele que ela começa um relacionamento.
Uma cliente ouvindo essa história achou que era a coisa mais fácil conseguir que o “ficante” virasse namorado. Ele estava estagnado na vida, na carreira, etc. Telefona para ele e diz:
- Fulano, tive um sonho com muitas borboletas. Ele acha estranho, mas sonho é sonho!
Uma semana depois ele chega para ela e diz:
- Resolvi mudar minha vida. Voltei a estudar, mudarei de emprego e não ficaremos mais juntos!
Ela fica perplexa, pois achava que ele ia ficar junto dela. A borboleta provou transformações. Ele mudou tudo na vida dele. Inclusive ela.
Esse é um bom exemplo de que não se deve generalizar a aplicação de um arquétipo. Seu uso deve ser bem ponderado. Precisa estar incluído em metáforas (estórias) com um sentido preciso do que se quer obter. Uma coisa tão poderosa não pode ser usada levianamente. É preciso estudar muito bem o que irá se falar, para obter o resultado desejado.

Arquétipos e metáforas são a arma mais poderosa para se conquistar alguém. Porque desenvolvem amor antes que o relacionamento comece. Parece óbvio, mas o amor tem de surgir antes do relacionamento começar. Um conhecimento tão poderoso, não se obtém do dia para a noite. Querer simplificar as coisas e dar saltos é pura ilusão. Portanto, não se deve sair por ai atirando para todo lado e falando “borboleta” para todo mundo. É preciso pensar. Para se conseguir um relacionamento de longo tempo é preciso seguir um protocolo. Atirar para todo lado na “balada” não é a solução. Quem está disposto a gastar o tempo necessário para se obter esse conhecimento?
 
Fonte: heliocouto.blogspot.com.br